Samsung mira recarga de 0% a 80% em 9 minutos até 2026 e bateria sólida até 2027

A reportagem da InsideEVs Brasil/UOL, assinada por Julio Cesar e publicada em 19 de abril de 2024, trata do plano da Samsung SDI para baterias de veículos elétricos. O texto não anuncia baterias sólidas para celulares, smartphones ou outros eletrônicos de consumo.

Os prazos devem ser separados: 2026 refere-se à produção em massa da tecnologia de carregamento ultrarrápido; 2027 é a meta para a produção em massa das células de estado sólido.

Essas iniciativas fazem parte dos avanços chamados pela empresa de “super-gap”. Os objetivos declarados são:

  • Reduzir o tempo de recarga.
  • Aumentar a vida útil das baterias.
  • Elevar a capacidade das baterias automotivas.

Eletrólito sólido e maior densidade

Em uma bateria de estado sólido, o eletrólito líquido tradicional é substituído por um material sólido. Segundo a Samsung SDI, isso reduz significativamente o risco de incêndio e permite maior densidade energética.

A meta anunciada é de 900 Wh/L, cerca de 40% acima das baterias prismáticas P5 atuais da companhia. A reportagem não esclarece se esse número corresponde à célula ou ao pacote completo.

Para alcançar o índice, a Samsung SDI cita eletrólito sólido proprietário e tecnologia sem ânodo. As estratégias buscam armazenar mais energia no mesmo volume.

A preparação industrial ganhou uma estrutura própria em dezembro de 2023, com a criação de uma equipe dedicada à comercialização. Uma linha piloto já produz protótipos no centro de pesquisa e desenvolvimento.

Recarga ultrarrápida não significa carga completa

A promessa é levar a bateria de 0% a 80% em nove minutos. Portanto, os 80% representam apenas parte da capacidade; a reportagem não afirma que uma carga integral ocorra no mesmo intervalo.

A Samsung SDI atribui o ganho à otimização dos caminhos percorridos pelos íons de lítio e à redução da resistência interna. Esses são os mecanismos divulgados pela empresa, sem detalhes técnicos completos.

A intenção é levar essa solução à produção em massa até 2026. A fonte não confirma que a tecnologia use estado sólido nem informa potência, temperatura, protocolo ou compatibilidade.

Segurança e durabilidade ainda precisam de critérios

A empresa também apresentou uma tecnologia de não propagação térmica. O sistema busca impedir a disseminação do fogo dentro da bateria e prevê a ventilação de gases em alta temperatura após superaquecimento ou impacto.

A meta de durabilidade é chegar a aproximadamente 20 anos de vida útil até 2029. Segundo a matéria, isso mais que dobraria a vida das baterias atuais.

A fonte não define retenção mínima de capacidade, número de ciclos, condições de teste ou validações independentes. Sem esses critérios, “20 anos” não permite comparação direta com produtos comerciais.

Pacote com menos componentes

A Samsung SDI também mostrou um design prismático com terminal montado na lateral, associado a melhor eficiência energética e refrigeração. A tecnologia cell-to-pack (CTP) deve reduzir mais de 35% dos componentes e 20% do peso.

Essa integração pode aumentar a densidade do conjunto e reduzir custos, conforme a empresa. A reportagem não apresenta valores de produção, preços ou economia efetiva.

A matéria não confirma uso em celulares

Nada no texto confirma o uso dessas baterias em celulares. Também não há anúncio de modelo, fornecedor, formato miniaturizado ou data de chegada ao mercado de eletrônicos.

Uma adaptação futura poderia, em tese, oferecer maior autonomia em menor volume, recarga mais rápida e menor degradação. Essa é uma possibilidade técnica, não um resultado confirmado pela fonte.

Faltam dados sobre:

  • Espessura e capacidade.
  • Controle térmico.
  • Testes de ciclos.
  • Certificações para aparelhos compactos.
  • Protocolos de carregamento.
  • Custos e integração com smartphones.

Cronograma anunciado

  • Dezembro de 2023: criação de uma equipe dedicada à comercialização.
  • Em andamento: produção de protótipos em uma linha piloto.
  • Até 2026: produção em massa da tecnologia de recarga ultrarrápida.
  • Até 2027: produção em massa das baterias de estado sólido.
  • Até 2029: vida útil aproximada de 20 anos.

A matéria situa a viabilização em massa do setor no intervalo entre 2026 e 2027, sobretudo para veículos elétricos. Essa estimativa geral não serve como confirmação para celulares.

Antes de tratar qualquer aplicação móvel como fato, seriam necessários dados sobre clientes, escala industrial, testes independentes e custo. A reportagem também não explica tecnicamente o que caracteriza uma vida útil de 20 anos.

O dado documentado para 2026 é a produção em massa da tecnologia de carregamento ultrarrápido. A bateria de estado sólido aparece com previsão de massificação até 2027.